👁️ 133 visualizações
![]()
Já está inaugurado e abriu portas esta terça-feira (30 de junho) o primeiro programa público de tratamento da dependência de videojogos. Depois da unidade para dependentes de jogo a dinheiro, em Lisboa, o Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências – o ICAD – vira-se para os dependentes mais novos. Chegam a pedir ajuda com dez anos, mas o novo centro só atende maiores de 12 anos e da região norte.
Mário Santos, psiquiatra especialista em gaming, explica que, por agora, “a resposta está apenas disponível a utentes da região Norte, mas mais tarde pode ser criada uma resposta nacional”.
A mais recente pesquisa a nível do país mostrou que há cerca de uma centena de pessoas já em seguimento devido a esta patologia. Mário Santos acredita que “com a duração deste programa, entre um ano e um ano e meio, contamos duplicar a capacidade”, ou seja, atender outra centena de dependentes.
Nos adolescentes, esta dependência está frequentemente associada à ansiedade e perturbações do humor.
O psiquiatra recomenda aos pais que estejam particularmente atentos a “uma postura triste, um desinteresse pelas atividades escolares e pela vida social, um aumento do tempo passado a jogar e mais gastos em microtransações”.
Também o país, as famílias e o legislador, podem fazer mais. Mário Santos chama a atenção para a forma como “as empresas de jogo a dinheiro vão entrando nos videojogos”, quando incluem apostas. Também “deve haver informação obrigatória e mais esforço educativo por parte das famílias”.
Créditos: TSF
TVSH 01/07/2026
