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De Bragança ao Algarve, Portugal para esta quarta-feira para ver o Sol desaparecer atrás da Lua. Num evento raro que não se repetia no país há mais de um século, o eclipse solar de 12 de agosto mobilizou farmácias, cientistas e entusiastas do espaço numa corrida à proteção ocular. O fenómeno atinge o ponto alto por volta das 19h30, abrindo caminho para uma noite dominada pela chuva de meteoros das Perseidas.
Portugal é palco esta quarta-feira de um acontecimento astronómico histórico. Trata-se do primeiro eclipse solar com visibilidade total em território nacional desde 1912, um fenómeno raro que só se voltará a repetir no país em 2144. A faixa de totalidade do eclipse atravessa a Gronelândia, a Islândia, o Atlântico Norte e Espanha, tocando de forma muito breve o extremo nordeste de Portugal Continental.
Na região de Bragança, nomeadamente em áreas do Parque Natural de Montesinho e localidades como Guadramil e Rio de Onor, o disco solar fica completamente coberto pela Lua por um período entre 25 a 30 segundos, perto das 19h30. No restante território nacional, o eclipse é parcial, mas com uma percentagem de ocultação bastante elevada. O eclipse acontece entre as18h30 e as 20h30, com o ponto máximo a acontecer por volta das19h30.
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A elevada procura por proteção ocular levou a que os óculos certificados para eclipses esgotassem em vários pontos de venda, levando à distribuição de novas unidades em farmácias ainda nesta quarta-feira.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) e as autoridades reforçam que a observação direta do Sol sem proteção adequada provoca lesões graves e irreversíveis na retina. Estão expressamente contraindicados óculos de sol convencionais (mesmo polarizados ou muito escuros), radiografias, vidros fumados, películas, CDs, bem como a observação através de câmaras de smartphones, binóculos ou telescópios sem filtros solares apropriados. Caso não se disponha de óculos certificados, a recomendação passa pela utilização de métodos de projeção indireta, como o uso de uma “câmara escura” feita com materiais simples de papelão.
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Para acompanhar o evento, estão organizadas mais de 350 iniciativas pelo país, promovidas por entidades como a agência Ciência Viva, centros de ciência, universidades e observatórios. Estas atividades incluem palestras, oficinas para famílias e sessões públicas de observação. Para quem não puder assistir ao vivo, estão disponíveis transmissões online transmitidas pela Ciência Viva (a partir de Montesinho), pela Agência Espacial Europeia (ESA), pela NASA e pelo Virtual Telescope Project.
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O espetáculo no céu não termina com o pôr do Sol. Entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, 13 de agosto, ocorre o pico de intensidade da chuva de meteoros das Perseidas. Beneficiando da fase de Lua Nova, que garante um céu mais escuro, os observadores podem esperar a passagem de 50 a 100 estrelas cadentes por hora, completando um dia dedicado à astronomia.
Créditos: SIC
TVSH 12/08/2026
