Unidade de Matosinhos vai tratar mais uma centena de dependentes de videojogos

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O Programa de Intervenção em Gaming Problemático vai funcionar no antigo hospital de Matosinhos, mesmo ao lado da Consulta Especializada do Centro de Respostas Integradas (CRI) do Porto Ocidental.
A referenciação pode ser feita pelo médico de família ou pelo próprio instituto. A maioria dos utilizadores problemáticos de videojogos são jovens do terceiro ciclo e do ensino secundário. Optou-se por estabelecer os 12 anos como idade mínima, embora haja pedidos de ajuda de crianças desde os dez anos.

Mário Santos, psiquiatra especialista em gaming, explica que, por agora, “a resposta está apenas disponível a utentes da região Norte, mas mais tarde pode ser criada uma resposta nacional”.

A mais recente pesquisa a nível do país mostrou que há cerca de uma centena de pessoas já em seguimento devido a esta patologia. Mário Santos acredita que “com a duração deste programa, entre um ano e um ano e meio, contamos duplicar a capacidade”, ou seja, atender outra centena de dependentes.

Nos adolescentes, esta dependência está frequentemente associada à ansiedade e perturbações do humor.

O psiquiatra recomenda aos pais que estejam particularmente atentos a “uma postura triste, um desinteresse pelas atividades escolares e pela vida social, um aumento do tempo passado a jogar e mais gastos em microtransações”.

Também o país, as famílias e o legislador, podem fazer mais. Mário Santos chama a atenção para a forma como “as empresas de jogo a dinheiro vão entrando nos videojogos”, quando incluem apostas. Também “deve haver informação obrigatória e mais esforço educativo por parte das famílias”.

 

Créditos: TSF

TVSH 01/07/2026