👁️ 57 visualizações
![]()
Universidade de Leiria e Oeste desenvolve sistema de drones em parceria com a GNR, com vigilância florestal contínua e sem interrupções.
A tecnologia assenta na aquisição de drones de última geração e de uma doca inteligente que permite aterragem, carregamento e nova descolagem automáticos. Enquanto um drone vigia a área florestal, outro fica na doca a recarregar, o que garante uma monitorização contínua e sem interrupções, dizem os investigadores responsáveis pelo projeto. Esta operação permite identificar potenciais focos de ignição e fornecer às autoridades informação de apoio à decisão, reforçando a prevenção e a deteção precoce de incêndios rurais.
O trabalho está a cargo do CIIC, Centro de Investigação em Informática e Comunicações, e decorre em colaboração com o Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR), tendo em vista a futura implementação operacional do sistema.
Um projeto que continua a evoluir
A tecnologia nasceu no âmbito do projeto DBoidS, Sistema de Gémeos Digitais e Boids para a Prevenção de Fogos, e continua a evoluir mais de um ano depois de ter terminado o financiamento atribuído pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
António Pereira, professor catedrático e investigador, recorda que a equipa sempre encarou o fim do projeto DBoidS como um começo. “Quando apresentámos os resultados do DBoidS, afirmámos que o fim do projeto seria um ponto de partida e não um ponto de chegada. Foi precisamente isso que aconteceu”, afirma. Segundo o investigador, o interesse do Comando Territorial de Leiria da GNR foi determinante para continuar o desenvolvimento da tecnologia e aproximá-la das necessidades de quem trabalha na proteção da floresta. “Hoje damos mais um passo importante, ao transformar uma tecnologia desenvolvida em contexto de investigação num sistema autónomo de vigilância permanente”, acrescenta.
A validação junto da GNR
A colaboração com a GNR tem permitido validar funcionalidades e introduzir melhorias que respondem às exigências operacionais da vigilância e da prevenção de incêndios rurais. Paulo Sousa, chefe da Secção do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Comando Territorial de Leiria, acompanha o projeto desde o início. “Reconhecemos o potencial desta tecnologia para complementar os meios atualmente disponíveis. Num território particularmente sensível ao risco de incêndio, soluções que permitam reforçar a vigilância permanente e a deteção precoce representam uma mais valia”, refere. Paulo Sousa espera que, assim que estiverem reunidas as condições necessárias, o sistema possa integrar os instrumentos de apoio à missão da GNR.
