👁️ 399 visualizações
![]()
A fintech vai investir pelo menos 30 milhões de euros no país até 2028. O novo escritório de dois pisos vai apoiar a expansão internacional do Revolut Business. O novo escritório em Matosinhos tornar-se-á um hub de vendas adicional na rede comercial da Revolut em toda a Península Ibérica, complementando os hubs de vendas já existentes da empresa em Madrid e Barcelona.
A Revolut anunciou esta sexta-feira a mudança do seu escritório da zona do Porto para um novo espaço de dois pisos em Matosinhos. Esta expansão da fintech reflete o investimento a longo prazo em Portugal, onde planeia injetar pelo menos 30 milhões de euros até 2028 e criar, no mínimo, 250 novos postos de trabalho.
O novo espaço conta atualmente com 100 postos de trabalho e foi desenhado para acompanhar o rápido crescimento das equipas locais, explica a Revolut em comunicado. Com esta mudança, Matosinhos passa a acolher um novo hub de vendas da Revolut na Península Ibérica, juntando-se aos centros já existentes em Madrid e Barcelona.
As novas vagas em Portugal vão abranger funções em áreas como vendas, marketing, operações e suporte. A partir deste hub, as equipas portuguesas — compostas por executivos de contas e gestores de vendas — vão apoiar empresas em múltiplos mercados internacionais, acelerando a adoção global do Revolut Business.
“O Porto desempenhará um papel fundamental na expansão dessa ambição por toda a Europa. Estamos a construir equipas comerciais e de vendas especializadas (…) que possam apoiar as empresas em múltiplos mercados”, destaca Afonso Cabral Leitão, Sales Country Manager Iberia na Revolut.
O General Manager da Revolut em Portugal, Rúben Germano, sublinha o dinamismo do mercado nacional, onde a empresa já ultrapassou os 2 milhões de clientes este ano, impulsionada pelo recente lançamento de IBANs portugueses e pela integração com o MB WAY e o Multibanco. “Portugal tornou-se um dos mercados mais dinâmicos da Revolut a nível global. Ultrapassámos os dois milhões de clientes este ano e continuamos a registar uma forte adoção dos nossos serviços bancários e empresariais. A expansão da nossa presença comercial em Matosinhos reforça o nosso compromisso a longo prazo com Portugal“, refere, citado no comunicado, o general manager para Portugal, Rúben Germano.
No comunicado é revelado que o Revolut Business tornou-se um dos pilares de crescimento mais rápido da empresa a nível global, tendo atingido marcos financeiros significativos em 2025. O setor alcançou mais de 767.000 clientes empresariais em todo o mundo, impulsionando um crescimento das receitas superior a 50% em termos homólogos. Este desempenho permitiu à divisão empresarial contribuir com cerca de 16% para as receitas totais da Revolut, gerando atualmente cerca de mil milhões de dólares em receitas anualizadas globalmente.
O novo edifício em Matosinhos carrega também um valor histórico local. O espaço ocupado pela Revolut funcionou no passado como uma das mais importantes fábricas de conservas de peixe da cidade, tendo sido recentemente restaurado e modernizado.
A Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, realçou que “a escolha de Matosinhos para acolher a expansão da Revolut em Portugal é uma honra, mas também uma responsabilidade (…) O impacto ibérico do vosso hub e, certamente, a diversidade de origens dos vossos trabalhadores vão contribuir para reforçar a presença europeia em Matosinhos”.
O Revolut Bank UAB é um banco europeu licenciado, estabelecido na República da Lituânia, autorizado e regulado pelo Banco da Lituânia e pelo Banco Central Europeu, que ajuda as pessoas a obterem mais do seu dinheiro. Em 2015, a Revolut foi lançada no Reino Unido, oferecendo transferência e câmbio de dinheiro. Atualmente, mais de 70 milhões de clientes em todo o mundo utilizam dezenas de produtos inovadores da Revolut para realizar mais de mil milhões de transações por mês.
Com mais de 1.200 colaboradores em Portugal, a Revolut foi recentemente certificada como um Best Place to Work no país.
A tecnológica continua a operar sob um modelo híbrido e remote-first, que permite aos trabalhadores optar entre o trabalho remoto ou o escritório, promovendo a mobilidade internacional e a progressão baseada no mérito.
Créditos: Jornal Económico
TVSH 22/05/2026
