Primeiro-ministro desconhecia antecedentes e aguarda esclarecimento cabal no caso de Alexandra Reis

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O primeiro-ministro afirmou hoje Ć  Lusa que “desconhecia em absoluto os antecedentes” e pediu esclarecimentos sobre a indemnização atribuĆ­da pela TAP Ć  secretĆ”ria de Estado Alexandra Reis, aguardando a “qualificação jurĆ­dica” dos factos.

 

Em resposta a perguntas escritas da agĆŖncia Lusa, António Costa declarou que ā€œdesconhecia em absoluto os antecedentesā€ da situação e solicitou esclarecimentos aos ministros das FinanƧas, Fernando Medina, e das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

ā€œNaturalmente solicitei esclarecimentos aos Ministros que tutelam a TAP, que estĆ£o a avaliar a questĆ£oā€, disse.

Questionado sobre as declaraƧƵes de Alexandra Reis, na segunda-feira, Ć  Lusa, o primeiro-ministro disse: “Quanto Ć  SecretĆ”ria de Estado do Tesouro, registo que se prontificou a devolver qualquer quantia que nĆ£o lhe fosse devida e que recebeu nos termos acordados entre os advogadosā€.

Sobre se mantĆ©m a confianƧa na governante, o chefe do Governo respondeu que ā€œquanto ao maisā€, aguarda ā€œo esclarecimento cabal dos factos e da sua qualificação jurĆ­dicaā€.

A secretÔria de Estado do Tesouro, Alexandra Reis, recebeu uma indemnização no valor de 500 mil euros por sair antecipadamente do cargo de administradora executiva da companhia aérea portuguesa, quando ainda tinha de cumprir funções durante dois anos. Meses depois, foi nomeada pelo Governo para a presidência da Navegação Aérea de Portugal (NAV).

O caso, noticiado no passado sÔbado pelo Correio da Manhã, mereceu críticas de toda a oposição.

Os ministros das FinanƧas e das Infraestrutura e Habitação pediram Ć  administração da TAP ā€œinformaƧƵes sobre o enquadramento jurĆ­dico do acordoā€ celebrado com Alexandra Reis, incluindo a indemnização paga.

Numa declaração escrita enviada Ć  agĆŖncia Lusa, Alexandra Reis disse na segunda-feira que nunca aceitou, e que devolveria ā€œde imediatoā€ caso lhe tivesse sido paga, qualquer quantia que acreditasse nĆ£o estar no ā€œestrito cumprimento da leiā€ na sua saĆ­da da TAP.

A governante disse ainda que o acordo de cessação de funƧƵes ā€œcomo administradora das empresas do universo TAPā€ e a revogação do seu ā€œcontrato de trabalho com a TAP S.A., ambas solicitadas pela companhia, bem como a sua comunicação pĆŗblica, foi acordado entre as equipas jurĆ­dicas de ambas as partes, mandatadas para garantirem a adoção das melhores prĆ”ticas e o estrito cumprimento de todos os preceitos legaisā€.

Contudo, na informação enviada na altura à Comissão do Mercado de Valores MobiliÔrios, a TAP comunicou que tinha sido Alexandra Reis a renunciar ao cargo.

Hoje, o Presidente da RepĆŗblica, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que Ć© preciso ā€œesclarecer todoā€ o acordo celebrado entre a TAP e a secretĆ”ria de Estado Alexandra Reis para, numa segunda fase, se retirarem ou nĆ£o consequĆŖncias.

ā€œDeve-se comeƧar pelo inĆ­cio, ou seja, pelo esclarecimento e, depois, dado o esclarecimento, aĆ­ se retirarĆ” ou nĆ£o as consequĆŖncias daquilo que foi esclarecidoā€, disse.

 

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