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A Câmara Municipal de Matosinhos está a estudar, em articulação com a E-REDES, soluções para retirar progressivamente as linhas aéreas de alta e média tensão que atravessam o concelho, privilegiando o enterramento dos cabos sempre que seja técnica e economicamente viável.
A intenção foi abordada na reunião privada do Executivo municipal desta quarta-feira, depois de os vereadores do PSD apresentarem uma proposta para reduzir a presença destas infraestruturas em zonas urbanas consolidadas.
Em resposta ao JN, a autarquia revelou que tem uma nova reunião agendada com a E-REDES para analisar as possibilidades de intervenção, definir prioridades e identificar os trabalhos que poderão avançar.
Entre as prioridades identificadas está a linha entre Custóias e o Porto, cuja intervenção se encontra em preparação. A Câmara destaca a importância da central de Custóias, considerada a maior e mais relevante neste contexto.
A proposta do PSD defende que o Município promova a redução progressiva das linhas aéreas de alta tensão nas áreas urbanas, desde que o enterramento ou outras soluções técnicas sejam seguros, viáveis e economicamente justificáveis.
A maioria socialista, liderada por Luísa Salgueiro, recorda que Matosinhos já tem experiência neste tipo de intervenção. Em articulação com a REN, foi realizado o enterramento da linha para a Amieira, uma obra de grande dimensão que permitiu eliminar uma importante infraestrutura aérea de muito alta tensão.
A autarquia salienta, contudo, que este tipo de operação exige um planeamento rigoroso, desde a definição dos traçados à compatibilização com arruamentos, redes de abastecimento de água, saneamento, telecomunicações e outras infraestruturas existentes.
A próxima reunião com a E-REDES deverá permitir aprofundar as soluções de engenharia, estabelecer prioridades e articular as intervenções com o planeamento urbano e as obras previstas para o concelho.
Executivo rejeita compensação de 562 mil euros por obra do metrobus
Na mesma reunião, a Câmara de Matosinhos rejeitou um pedido de compensação superior a meio milhão de euros apresentado pelo consórcio responsável pela construção do metrobus.
O consórcio liderado pela M. Couto Alves reclamava 562 mil euros, alegando constrangimentos em dois troços da empreitada devido à construção de acessos rodoviários na zona da Tertir, a cargo da empresa Jomar.
A autarquia rejeitou a pretensão, considerando que os trabalhos em causa não condicionam nem prejudicam o normal desenvolvimento da empreitada do metrobus.
Créditos: RMP
TVSH 15/10/2026
