Innovation District de Matosinhos só terá 10% para habitação

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Luísa Salgueiro rejeita que 50% dos terrenos da antiga refinaria da Petrogal sejam usados para habitação, como previsto no estudo da PwC para a Galp. E alerta que serão precisos 10 anos para descontaminar os terrenos.

Encerradas as operações da refinaria da Galp em Leça da Palmeira, Matosinhos, a ideia é fazer nascer naquele espaço o Innovation District. O estudo da PwC sobre o potencial desta nova cidade prevê o arranque da construção em 2029, apontando para que metade do espaço seja para habitação, incluindo acessível, mas a presidente da autarquia não é tão otimista. Só 10% estão previstos para imóveis residenciais.

É “muito ambicioso” o prazo apontado pela Galp para iniciar em 2029 a construção de um “Innovation District” nos cerca de 250 hectares na antiga refinaria de Leça da Palmeira, diz Luísa Salgueiro, citada pelo JN, lembrando que é preciso, primeiro, descontaminar os solos, o que levará cerca de “uma década” – e ainda estão a decorrer trabalhos de desmantelamento.

Além do prazo, a presidente da Câmara de Matosinhos também arrasa o que está previsto no estudo feito pela consultora PwC para a Galp em termos de imobiliário residencial. “O nosso Plano Diretor Municipal prevê que, em áreas de atividade económica daquela dimensão, seja 10% para habitação“, diz a autarca, admitindo uma percentagem superior, mas “não vai chegar a 50%”.

“É a Câmara que garante o cumprimento dos parâmetros urbanísticos, e não está previsto que haja 50% de construção de habitação”, diz. Ou seja, o número de 19 mil novos residentes previstos num cenário em que metade dos terrenos ficam destinados a fins habitacionais “não está demonstrado”, remata. 

 

Créditos: Jornal de Negócios

TVSH 13/07/2026