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A organização do protesto alega que uma dezena de elementos de um grupo de extrema-direita estariam infiltrados com armas brancas.
“Juntos, em grupo, desmobilizar imediatamente para casa. Foi revertida a decisão”, anunciou aos manifestantes o porta-voz do movimento, Pedro Manuel, cerca da 1h20.
Reforçados pela presença de centenas de pessoas, os manifestantes haviam decidido voltar a pernoitar na Praça D. João I, palco, na véspera, de uma carga policial que resultou em dezenas de feridos. Mas desta feita sem erguer tendas.A alegada presença de infiltrados de um grupo de extrema-direita com armas brancas levou à desmobilização.
“A alegada presença de infiltrados de um grupo de extrema-direita com armas brancas levou à desmobilização.
Depois de se concentrarem na Praça D. João I, os manifestantes rumaram à Avenida dos Aliados. Contudo, acabaram por regressar ao ponto de partida.
Os manifestantes haviam reerguido tendas durante a noite, que acabariam por ser removidas pela polícia. Isto depois de o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, ter prometido ser “absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas” na Praça D. João I.
Em comunicado, o movimento veio denunciar “veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência”.
“Abaixo a lei das rendas, fim dos despejos, fim da compra de imóveis por fundos abutres, mais habitação pública, recuperação de imóveis devolutos para habitação e tetos às rendas” são as principais reivindicações do movimento.
A partir de Bruxelas, na antecâmara da reunião do Conselho Europeu, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, saíra já em defesa das autoridades, descartando que o país estivesse “em turbulência”.
O presidente da República reconheceu, por seu turno, o direito de os manifestantes se expressarem livremente, manifestando compreensão pelas motivações dos mais jovens. Em simultâneo, António José Seguro recordou que devem cumprir as obrigações de cidadania. Por outro lado, responsabilizou “todos os partidos” pela ausência de soluções.
