O Air Invictus arranca esta sexta-feira com um investimento de 7,5 milhões de euros, a expectativa de atrair um milhão de visitantes e a ambição de gerar mais de 100 milhões para a economia da região.
Nove anos depois da última edição da Red Bull Air Race ter transformado o Douro numa pista de corridas, os aviões voltam a rasgar os céus do Grande Porto. Entre sexta-feira e domingo, o Air Invictus promete trazer acrobacias aéreas, corridas de velocidade, espetáculos de drones e concertos a quatro municípios — Porto, Vila Nova de Gaia, Maia e Matosinhos — num investimento de 7,5 milhões de euros. A ambição, com base na academia, é de gerar mais de 100 milhões para a economia da região.
A expectativa da organização é elevada. Além de esperar um milhão de visitantes ao longo dos três dias, o evento pretende posicionar o Norte de Portugal no mapa dos grandes festivais internacionais de aviação.
“Queremos afirmar o Norte de Portugal como palco de um dos maiores eventos aéreos e aeroespaciais internacionais realizados na Europa“, resume Luís Castro, fundador da Air Invictus, em declarações ao ECO/Local Online.
Para concretizar essa ambição, o Air Invictus avança que conta com um modelo de financiamento misto, embora a comparticipação penda claramente mais para um dos lados. Dos 7,5 milhões de euros de orçamento, cerca de 5,4 milhões têm origem em apoios públicos. Aproximadamente 1,5 milhões de euros resultam da contribuição conjunta dos municípios do Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos e Maia, enquanto o restante é assegurado por entidades ligadas ao turismo, como o Turismo de Portugal e o Turismo do Porto e Norte de Portugal. O financiamento é complementado por patrocínios e parcerias empresariais.
A dimensão do evento levou já a uma forte procura turística. Em declarações à Lusa, o vereador da Economia da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Fernando Machado, revelou que hotéis e restaurantes do concelho estão lotados para o período do evento, considerando que o investimento terá um importante “efeito multiplicador” na economia local.
A previsão de um impacto económico superior a 100 milhões de euros não surgiu por acaso. A estimativa, apresentada pelo ministro da Economia, Castro Almeida, durante o lançamento do evento no final do ano passado, foi desenvolvida pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
O estudo teve por base a projeção de cerca de um milhão de visitantes e analisou os efeitos diretos, indiretos e induzidos da despesa realizada em alojamento, restauração, transportes, comércio e outros serviços, de acordo com a organização do evento. Na apresentação do projeto, Castro Almeida classificou o Air Invictus como uma “iniciativa relevante para impulsionar o crescimento económico da região”.
Pilotos de elite e regresso das corridas aéreas
O Air Invictus não vive apenas dos números e a organização promete que o “grande espetáculo estará nos céus”.
Entre os nomes mais sonantes da competição encontra-se Martin Sonka, antigo piloto da Força Aérea Checa, vencedor da última etapa da Red Bull Air Race realizada em Portugal, no Douro, em 2017, e campeão mundial no ano seguinte.