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Expansão da rede permite dar resposta às atuais listas de espera no concelho
A Câmara Municipal de Matosinhos promoveu a criação de 263 novas vagas em creche, que ficarão disponíveis ainda em 2026, reforçando em 16,8% a capacidade instalada no concelho e permitindo dar resposta às atuais listas de espera.
O reforço da rede resulta da construção de três novas creches, da ampliação de cinco equipamentos existentes e da requalificação de outros dois, num investimento municipal direto de cerca de 2,2 milhões de euros, complementado pela cedência de infraestruturas e terrenos municipais e por financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Serão construídas três novas creches: a Creche MAIS, em São Mamede de Infesta, a nova creche da Santa Casa da Misericórdia, em Matosinhos, e a Creche Recarei, em Leça do Balio.
Serão também ampliadas cinco creches já existentes: a Creche AMAS, em São Mamede de Infesta, as creches Sol Poente e Mosaico, em Leça da Palmeira, a Creche ASDG, em Guifões, e a Creche Paraíso, em Matosinhos.
A intervenção inclui ainda a requalificação de dois equipamentos: a Creche São Tiago, em Custóias, e a Creche Santa Cecília, em Matosinhos.
A expansão foi definida a partir de um trabalho de mapeamento e caracterização da oferta de creche no concelho, desenvolvido pelo Município para identificar a capacidade existente e as necessidades efetivas das famílias.
“Este estudo permitiu conhecer com precisão a atual oferta e a capacidade instalada com base em dados reais do terreno, garantindo que os investimentos respondem efetivamente às necessidades identificadas”, explica Carlos Mouta, vice-presidente da Câmara Municipal de Matosinhos e responsável pelo pelouro da Ação Social.
Concluída esta fase de expansão, o Município não prevê a criação de novas vagas através da construção ou ampliação de creches, concentrando agora a sua intervenção na reorganização da rede. A próxima etapa passa pelo desenvolvimento de projetos que facilitem a transição das crianças a partir dos três anos das creches para a rede pública de educação pré-escolar, permitindo libertar progressivamente vagas para crianças mais pequenas.
“Até aqui, a insuficiência de oferta levava muitos pais a manter os filhos nas creches devido à ausência de uma alternativa imediata no pré-escolar público. O objetivo desta nova fase é inverter essa lógica. Ao garantir uma resposta a partir dos três anos, conseguimos libertar capacidade nas creches para responder a mais famílias com crianças mais pequenas, sem necessidade de novas construções ou ampliações”, acrescenta Carlos Mouta.
A estratégia municipal pretende, assim, reforçar a articulação entre a creche e a educação pré-escolar, assegurando uma utilização mais eficiente da capacidade já instalada e uma resposta continuada às necessidades das famílias nas diferentes etapas do percurso educativo das crianças.
TVSH 02/10/2026
