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A Câmara de Matosinhos vai votar, na reunião pública de quarta-feira, o prolongamento das obras do metrobus até 31 de março de 2027, uma hipótese que já tinha sido admitida pela presidente da autarquia, Luísa Salgueiro (PS).
A proposta salienta ainda que “os trabalhos no troço 1 (Av. Eng.º Duarte Pacheco e Av. O Comércio de Leixões) estiveram suspensos durante um mês devido as festas do Senhor de Matosinhos e na Fase 3 (Av. António Macedo – Exponor) estiveram temporariamente suspensos por motivos da realização da prova do Rali de Portugal, ambos por interesse Municipal, eventos que obrigaram à paragem total da obra nos respetivos períodos, bem como a operações de desmobilização e posterior mobilização de equipamentos e trabalhadores, gerando inevitáveis constrangimentos temporais e operacionais”.
“Dado que se trata de uma prorrogação causada por motivos em que o empreiteiro não tem qualquer responsabilidade, a prorrogação é legal”, pode ler-se na proposta, propondo a Câmara que “deve ser concedida a prorrogação de prazo”, tendo sido “cumpridos todos os procedimentos legais e regulamentares aplicáveis”.
Em maio, numa Assembleia Municipal, a presidente da Câmara já tinha admitido que o calendário inicial da empreitada, dezembro de 2026, teve alterações, algumas da iniciativa da própria autarquia, relacionadas, por exemplo, com o Rali de Portugal, com as festas do Senhor de Matosinhos ou com condições climatéricas.
“Nós propusemo-nos a terminar a obra em dezembro deste ano mas temos mais margem. Não queremos usá-la, queremos acabar dentro do prazo, mas não existe aquela bitola do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] de poder perder os fundos. Mas nós estamos focados em cumprir prazos como nas outras empreitadas”, disse então Luísa Salgueiro.
A socialista reconheceu, no entanto, que “há um desvio do prazo e também há, previsivelmente, trabalhos a mais de grande significado” para serem realizados. Luísa Salgueiro acrescentou ainda que estão previstas seis milhões de validações por ano no serviço.
Em causa estão 9,75 quilómetros, dos quais 1,2 na Maia, com 11 estações: Mercado, Senhor de Matosinhos, Exponor/Leça da Palmeira, Veloso Salgado/Centro de Investigação Inovação e Incubação da Universidade do Porto, MarShopping, Jomar, OPO City, Mário Brito, Aeroporto, Botica e Verdes.
Estão previstos interfaces com o Metro do Porto no Mercado, Senhor de Matosinhos, Botica e Verdes.
O serviço terá uma velocidade média de 25 quilómetros por hora e perfil dividido entre via dupla, via única bidirecional e inserção no trânsito banalizado, pelo que não será um metrobus totalmente separado do restante tráfego.
Terá ainda uma “frequência de 15 minutos, quatro circulações por hora e por sentido, nas horas de ponta”, e de 20 minutos “nos horários de menor procura”, e integração no Andante.
O percurso, que atravessará a ponte da A28 sobre o rio Leça, será feito com autocarros articulados elétricos de lotação mínima de 140 lugares.
A empreitada custa 23 milhões de euros e é financiada pelo Fundo de Transição Justa no âmbito do encerramento da refinaria de Leça da Palmeira.
Créditos: JN
TVSH 29/09/2026
