PSP recupera parte do ouro roubado a idosa de 96 anos em Matosinhos

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As peças foram reconhecidas pelo filho da idosa, que ficou responsável por tratar do caso, uma vez que a mãe se encontra em situação de debilidade física e emocional. 

O caso remete para o assalto no dia 18 de junho, no bairro Cruz de Pau, em Matosinhos. O caso chocou o país por o crime ter sido registado pela câmara existente no quarto da idosa, onde o assaltante, José Cristóvão Mendes, de 36 anos, disse à mulher, de 96, que era o seu neto para poder remexer nos seus bens. Nas imagens, é possível ouvir-se os gritos da mulher, que viveu momentos de pânico. 

Alguns dos bens roubados foram agora recuperados pela Divisão de Investigação Criminal da PSP. Entre os bens reavidos está um alfinete, dois anéis e duas alianças, tudo em ouro amarelo, além de um par de argolas e um anel em prata.

As peças foram reconhecidas pelo filho da idosa, que ficou responsável por tratar do caso, uma vez que a mãe se encontra em situação de debilidade física e emocional. 

“Devolveram-me parte dos artigos que foram recuperados, mas não são os mais valiosos. O cordão grosso que a minha mãe tinha ao pescoço com a foto do meu pai, e que até ficou filmado ele a roubar, esse não foi recuperado, nem três anéis de brilhantes, nem o dinheiro, os 1250€ que estavam na sala”, descreveu Raúl Oliveira, filho da idosa, ao Correio da Manhã.

“A minha mãe só fala no cordão da foto do meu pai, ela esse quer mesmo recuperar. É a grande preocupação dela. Agora recuperamos artigos na ordem dos 1800 €. Mas tudo graças ao excelente trabalho da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Matosinhos. Trabalho fantástico”, frisou.

No caso do assalto à idosa de 96 anos, as imagens mostram um claro conhecimento da casa e rotina da lesada. “Zezé”, como era conhecido, entrou na casa pelas traseiras, usando uma tenaz para partir um vidro. Durante o crime, remexeu nos pertences da mulher com luvas vermelhas, de forma a não deixar vestígios.

“Zezé” foi detido no dia 2 de julho, com aplicação da medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva. 

Pescador de profissão, está referenciado em 14 processos semelhantes, com a mesma forma de atuar – assaltos sem recorrer à violência.

 

Créditos: SOL

TVSH 10/08/2026