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Matosinhos chama empreendedores do mar para “inverter ciclos negativos” da economia azul

20 Janeiro, 2020 131 11 Sem comentários

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O programa BluAct é apresentado esta segunda-feira em Matosinhos, cidade que representa Portugal a nível europeu. “Há cerca de 200 investigadores a trabalhar no centro tecnológico CIIMAR que, em muitos casos, têm ideias que não avançam por não terem estímulos suficientes”, disse António Correia Pinto, vereador do Ambiente da Câmara Municipal, ao Jornal Económico.

Matosinhos, Pireu (Grécia), Burgas (Bulgária), Mataro (Espanha), Ostend (Bélgica), Galati (Roménia) e Salerno (Itália) são sete cidades europeias que têm em comum o facto de estarem associadas a um porto e de terem o mar como recurso fundamental para o seu desenvolvimento económico. É neste contexto que nasce o BluAct, um concurso internacional de empreendedorismo para estimular a economia azul – que, segundo um barómetro da PwC, está a desacelerar a nível nacional há dois anos, crescendo abaixo do Produto Interno Bruto (PIB).

Os números não assustam o vereador do Ambiente da Câmara de Matosinhos, cidade que representa Portugal nesta iniciativa. Em declarações ao Jornal Económico (JE), António Correia Pinto diz que é preciso “inverter todos os ciclos negativos que possam surgir”. “Certamente que estas ideias querem entrar em contradição com esses indicadores, e estamos disponíveis para dinamizar o investimento nesta área, porque o concelho de Matosinhos e a Área Metropolitana do Porto vivem muito daquilo que a economia do mar lhes poder potencial”, refere.

A “competição” anual de startups e empreendedores do mar que querem fazer a diferença é apresentada esta segunda-feira pela Câmara Municipal de Matosinhos, no UPTEC Mar, emLeça da Palmeira, onde as vencedoras serão incubadas. O vereador do Ambiente refere que tanto a autarquia como vários grupos económicos do concelho têm “intenção de acolher as propostas, avaliá-las e contribuir para que sejam operacionalizadas”, mobilizando apoios para que as ideias saiam do papel.

“Acho que vai atrair empreendedores, porque o CIIMAR [Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental], localizado no terminal de cruzeiros, está envolvido neste projeto e, no contexto dessa infraestrutura, há cerca de 200 investigadores a trabalhar que, em muitos casos, têm ideias que não avançam por não terem estímulos suficientes”, afirma António Correia Pinto ao JE.

Os empreendedores podem inscrever-se com projetos ligados ao turismo, indústria, desporto, moda, investigação ou formação até ao próximo dia 9 de fevereiro. Os critérios de elegibilidade não estabelecem tetos mínimos ou máximos de volume de negócio da startups que se inscreva. Então, o que é que importa para o município? A inovação e o potencial económico.

Os três vencedores entrarão num programa de aceleração e, mais tarde, de incubação. A Super Bock vai ainda premiar a ideia de negócio que trabalhe em prol da redução dos plásticos. “Se os projetos forem interessantes estamos disponíveis para juntar parceiro, até porque os prémios são patrocinados por grandes grupos económicos do concelho, designadamente a Super Bock Group e outros investidores, que estão disponíveis para mobilizar recursos que permitam operacionalizar os projetos”, assegura António Correia Pinto.

Matosinhos é a cidade que representa Portugal no BluAct, que opera através de fundos europeus do programa URBACT III [cofinanciado pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER)]. “É um projeto que assenta fundamentalmente na construção de iniciativas que potenciem o desenvolvimento da economia azul, tentando atrair para cada um dos territórios ideias e projetos apresentados por jovens ou por empresas construídas há menos de quatro anos”, explica o vereador.

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